INDAGAÇÕES E OUTROS RITUAIS

Sexta-feira, Novembro 04, 2011
THE (NOT SO) GREAT GATSBY
Assim. Eu penso que se um livro vira clássico, é porque tem alguma coisa que marcou uma geração e/ou conseguiu se tornar atemporal. Logo, a obra mais famosa do F. Scott Fitzgerald é boa, eu que não alcancei.
Na minha mais que humilde opinião, não precisava ser uma novela, podia ter ficado num conto. Porque não tem lá muita história. Se a curva dramática fosse mais acentuada de repente eu teria achado mais interessante.
E outra, realmente tem passagens risíveis. Por exemplo: o autor em determinado momento quis criar uma confusão a partir de um acidente automobilístico. Para isso, fez os personagens trocarem de carro DO NADA, tipo, "vamos pra cidade?" "vamos, mas você vai no meu carro com a minha mulher e eu vou no seu" "Ok".
Oi?
Sei lá, fiquei meio decepcionado com o livro, no geral. Achei o final até interessante, com os personagens mostrando motivações críveis, mas esperava muito mais dele. Nota mental de ler outro, possivelmente "Tender is the night", pra ver se o problema foi com o romance ou com o autor.
Comments:
Luís Antônio... eu te conheço de onde mesmo? Há uma vaga lembrança, mas preciso atualizá-la... :)
Cara, dê mais uma chance ao Gatsby, você mesmo disse, é o marco de uma época. Coloque lentes de historiador, pense que é uma forma interessante de pensar a sociedade norte-americana construindo aquilo que se convencionou chamar de "american dream", e tem uns marcos satíricos sutis, como a frivolidade vazia, o surreal desperdício consumista. O Fitzferald não era um marxista, longe disso, ele se inseria em tudo aquilo que retratava, mas ter camisas e casas não garantiram um final feliz ao tal do Gatsby, e a obviedade de seus motivos também não eram singela. E não dá para comparar com o Mailer, autor que eu até prefiro, que vem com aquela sinceridade coturno na porta maravilhosa e estupidamente cínica de quando eles começam a se desiludir com seu próprio sonho. De resto... que tal retomarmos nossos chopes? Lancei um livro, deve rolar um segundo lançamento em Santa, você vai! Mauro
Cara, dê mais uma chance ao Gatsby, você mesmo disse, é o marco de uma época. Coloque lentes de historiador, pense que é uma forma interessante de pensar a sociedade norte-americana construindo aquilo que se convencionou chamar de "american dream", e tem uns marcos satíricos sutis, como a frivolidade vazia, o surreal desperdício consumista. O Fitzferald não era um marxista, longe disso, ele se inseria em tudo aquilo que retratava, mas ter camisas e casas não garantiram um final feliz ao tal do Gatsby, e a obviedade de seus motivos também não eram singela. E não dá para comparar com o Mailer, autor que eu até prefiro, que vem com aquela sinceridade coturno na porta maravilhosa e estupidamente cínica de quando eles começam a se desiludir com seu próprio sonho. De resto... que tal retomarmos nossos chopes? Lancei um livro, deve rolar um segundo lançamento em Santa, você vai! Mauro
Cara, eu gosto mto mais de story do que de history, hahahaha.
Hoje, por coincidência, li "Breakfast at Tiffany's", que tem exatamente a mesma proposta mas pqp, achei MTO melhor. Mas peraí q vou escrever um post.
Abs, e mande mesmo o convite!
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Hoje, por coincidência, li "Breakfast at Tiffany's", que tem exatamente a mesma proposta mas pqp, achei MTO melhor. Mas peraí q vou escrever um post.
Abs, e mande mesmo o convite!
