INDAGAÇÕES E OUTROS RITUAIS

Sexta-feira, Outubro 21, 2011
NÓS, LEITORES DIGITAIS
Eu morro de pena de quem tem preconceito com e-reader. Quer dizer, na verdade mesmo, eu os desprezo. Não a pessoa que apenas não tem um Kindle ou Nook, mas o fetichista que acha que o invólucro é melhor do que o conteúdo. Que se considera mais próximo da literatura só porque encosta em um bando de papel.
(sim, um livro é só um bando de papel costurado, assim como um disco é só um pedaço de plástico. O que importa é o que foi ali gravado. Face it).
Todos que têm um Kindle (TODOS, mesmo) são categóricos em dizer: Passamos a ler muito mais por conta do leitor digital. E olha que se trata de gente que já lia bastante antes. Mas é inevitável: as comodidades oferecidas pelo aparelho, o preço HONESTO do livro e a facilidade de compras fazem com que a quantidade de livros lidos no ano aumentem consideravelmente.
A propósito, a qualidade também, porque não se fica refém de editoras e prazos de tradução. Lançou no mundo, está disponível para nós.
Recente pesquisa confirmou isso. Vejam no quadro abaixo como o leitor digital (a expressão é meio boba, mas é o que há por enquanto) supera o leitor convencional. E já somos 1 em cada 6 (nos EUA, claro)!

Semana que vem lança o novo Murakami nos EUA e Inglaterra, e em dois cliques estará no meu Kindle. Por risíveis 11 dólares.
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